
Qual a semelhança entre o corvo e a escrivaninha?
No filme Alice in Wonderland, a personagem principal é sempre indagada pelo chapeleiro louco se sabe a semelhança entre o corvo e a escrivaninha. E ao final da trama, quando questionado por Alice, o chapeleiro da a seguinte resposta: "Não tenho a mínima idéia"
Isso me lembra muito um professor da faculdade que no meio de um debate sobre Rodada Doha, pergunta para a sala: "Qual a melhor solução para a Rodada Doha" e no final do debate ele responde "Não há solução", fui obrigado a aplaudir, afinal o cara soube imitar o chapeleiro louco como ninguém. O único problema é que até hoje ele não deu a resposta certa.
Mas venhamos e convenhamos, a Alice no final do filme estava mais para Izabel da novela das oito, com aquela sinceridade toda, do que a menina meiga que era antes de cair no buraco, portanto, podemos chamá-lo de "buraquinho do desenvolvimento", até porque Alice se torna uma empreendedora assim que volta à superfície.
Ah, a Rainha Branca. Não posso me esquecer daquela bondade e todo aquele carinho. Mas também preciso comentar sobre toda aquela frescura. Confesso que exista gente fresca, mas naquele estado já podemos dizer que se trata de vingança contra pessoas frescas.
Brincadeiras a parte, Alice no País das Maravilhas é um excelente filme, lindo, engraçado, encantador e garanto, vale a pena assistir. Tive o prazer de assisti-lo em EXCELENTE COMPANHIA (Né) e numa boa sala cinema.
É inevitável as comparações com pessoas ou situações do nosso dia a dia, até porque, quando a história original (sem o pó de pirlimpimpim da Disney) foi escrita se tratava de uma crítica a sociedade da época e algumas analogias ainda são possíveis.
Está aí, mais que recomendado, um filmão para toda a família.

