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segunda-feira, 26 de abril de 2010

História de superação
Ontem cheguei em casa e senti uma leve dor de barriga, controlável. Ao ir tomar banho constatei que o vaso estava entupido e acabei por ir dormir sem fazer as devidas necessidades. Hoje cedo ao acordar, já morrendo de vontade de ir ao banheiro, vi que o mesmo ainda se encontrava com o problema anterior. Comecei a ter cólicas, não aquelas de diarréia, mas cólicas que impossibilitavam meu caminhar, que a esta altura estava igual a dos pinguins. Me troquei, desci as escadas beeeeeeeeeem devagar. Cheguei na portaria, olhei para meu lado esquerdo e avistei as piscinas, onde vários banheiros estavam disponíveis. Mas ao me verem indo para o lado das piscinas as seis da manhã, os porteiros achariam no minimo estranho. Resolvi não ir, foi quando a cólica apertou ainda mais. Entrei na portaria e pedi:
Fulano, me empresta a chave da academia?
Corri para o prédio da academia, tinha três andares Adivinha em qual andar ficava a academia?Cheguei ao terceiro andar, neste momento, já arrastando os pés, parecendo um pouco com os zumbis de thriller.
Já na frente da sala da academia...onde estavam os aparelhos? A chave não entrava na porta. O desespero. Meu Deus, a academia mudou de sala!!! Desci para o segundo andar, havia um funcionário do condominio nele.
Indaguei: Moço, pelo amor de Deus, onde está a academia???
Na porta ao lado - ele respondeu.
Olhei para a porta, ela brilhou, como se eu estivesse naqueles joguinhos do super nintendo, onde a porta certa brilha pra vc. O cara no minimo pensou que eu estava disposto demais para fazer exercicios, o que me deixou aliviado, pois não levantei suspeitas de que iria entrar lá para usar o banheiro. Entrei, olhei o salão em busca do letreiro "masculino", o que não faria diferença, estava quase cagando na esteira. Entrei, foi quando ouvi sinos, passaros, borboletas cairam aos meus pés, enfim, um alivio descomunal tomou conta de mim. Desci as escadas cantarolando, neste momento já andando normalmente. Cheguei na portaria para devolver a chave e ouvi:
Obrigado
Eu respondi: Vai por mim, quem agrace sou eu.
E saí para trabalhar.